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domingo, 21 de outubro de 2007

Da mulher e sua natureza


De tudo que foi dito
Mensageiro repentino
Doce e suave ventania
Arrepiava o sentido

Blasfemas contra as paredes
Tão firmes em suas bases
Não percebes do coração rijo
Permite que a lágrima te corra a face

D’onde a plena candura era efêmera
Sombreava as curvas perfeitas
Tocava seus medos oblíquos
Num contraste de incertezas

Porque no desejo partido
A doçura se esvai
Num choro incontido
Dela que sofre por natureza

(Suellen Verçosa)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

__Minha Natureza__


Um semblante tão terno
Uma voz tão doce
Que provoca mistério

Moldada pelas mãos pacientes
Enriquecida nos encantos da terra
Consagrada pela mãe natureza
Bióloga amante da vida


Feliz em cantarolar suas músicas favoritas
Provocante no dançar que demonstra a alegria
Porque dias melhores são cultivadas
Nos sorrisos diários
Nas ações sem sentido
No caminhar preparado
E no amor desmedido


(Suy)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

__Os balanços__


Balanços e assentos...
Vestida de trapos...
Confesso meus anseios...
Desfaço-me dos calçados...


As cordas me sustentam...
Ouço o ranger enquanto me balanço...
Cabelos ao vento...
Repentino prazer...


Manifestas as árvores...
Que fazem-me ver o vento em movimento...
Soltos os laços...
Que me ligam ao sentimento...


Perdidos se fazem...
Nas relvas ou nos vales...
Invernos e cicatrizes...
No meu corpo se encontram...


Solitário e ferido...
Lugar almejado...
Para as rosas cairem...
Entre os dedos já tão pálidos...


Pétalas jogadas...
Num corpo já desfalecido...
A alma carrega consigo...
O ferimento não curado...


E a paisagem tão simples...
Manisfesta beleza...
A mistura de morte e natureza...
Que o tempo carrega...


E que desfaz-se em meio a correnteza...



(Suy)