quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Amor com asas (voa e voa)


Se reconheço que é instante
Permaneço nessa solidão
Qua me norteia de tão distante
Mas de onde não posso tocar sua mão


A quimera deste momento
Que insiste os saltos mais perversos
Aguardo na cadeira ao canto
A essência de seus beijos


Para respirar você
Suspirar em seu ouvido
Rimando aquela nossa canção
Que nos envolvia de paixão


Para que num dia qualquer
A ausência "dele" não me mate as esperanças
Acreditar é preciso
Peço em meus cantos


Mesmo que longe estejas
Sem tocar minha face
Ou sequer sentir meus lábios
Mas ainda possa desejar-me com o ardor das chamas


E possa ir sem culpa
Possa partir sem medo
Mesmo que um espera infinita roa em meu peito


Lembro das paqueras e dos olhares
Para eternizar o sentimento na memória
Desse amor ao qual dei asas para que voasse
Livre, Livre


E só sorria em teu leito
Na lembrança do que foi
(E foi...)
(E é...)
O que nos permite tirar os pés do chão
E o coração saltitar mesmo na solidão


.
(Suellen Verçosa)

6 comentários:

Veriana Ribeiro disse...

ai que saudade desses seus escritos. esse, como todos, é otimo, lindo. adorei. Ele me tocou.

minha parte preferidade é:
"Lembro das paqueras e dos olhares
Para eternizar o sentimento na memória
Desse amor ao qual dei asas para que voasse
Livre, Livre"

parece q foi escrito para mim.

Renata Christina M. de Oliveira disse...

Lindos e envolventes versos! Adorei. Feliz 2008! Bjs, Renata.

GiselleXL disse...

mocinha..
só pra saber q ainda ando por aqui..

bjs

Samuel Bryan disse...

sentimento de falta de decisão, de confusão
=X
entendi certo?
=*****

Suellen Verçosa disse...

Creio que não Bryan...
É a descrição da partida de um amor, que foi para longe, mas que ainda tem lugar na mente e no coração...principalmente as boas lembranças...

Manu Falqueto disse...

Que voem as lembranças sempre! Elas nos servem para lembrar o quanto é bom nos apaixonar perdidamente. Mas os amores assim parecem feitos de pedre ou qualquel material mais solido que tudo, entretanto, são tão frageis como a porcelana...
O bom é que depois acabamos caindo de cara em um amor real, daqueles de casa e cozinha...
Tem,o frio na barriga, mas a certeza de algo gostoso de se viver, um amigo/companheiro. Os primeiros amores são aqueles que nos consomem,por isso não são pra sempre. São para serem lembrados.
Suh,amo seus poemas...eles me fazem sentir...
Acho, q encontrei meu amor de casa e cozinha,espero q todos encontremos
Lindo, amiga
xD